quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meu amigo Ego - Parte I (Caio S.C.)



Somos seres humanos, e dentro de nos, vivem bilhares de centenas de coisas, visíveis ou invisíveis, materiais e metafísicos, um exemplo de uma das piores coisas é um vermezinho que nasce rente a nossa alma, grudados, e quem deixa sua alma alimentá-la, cria o nosso pior Tamagotchi, o Ego.
Crescido independente, pelo menos nas áreas de conhecimentos, na qual o levou a aprender tudo que sabia de forma autodidata – o que deixaria qualquer pessoa orgulhosa de seu filho(a) ou amigo –  de tal maneira que o fizera se sentir orgulhoso de si mesmo. Mas existe uma linha que diferencia a arrogante medíocre o orgulho humilde. Mas o garoto atravessou a ética, deixando crescer seu próprio monstro.
Sua criatividade era imensa, assim, criou inconscientemente um pequeno belo monstro, na sua visão era um ser que representava seu poder, como o dragão de um cavalheiro, que flamejava contra os inimigos e suas armaduras. No caso do garoto, valentões e suas carcaças de aço feito de raiva, ignorância e falta de bom senso, seria uma arma perfeita se fosse para o bem dele e de todos, porem, tanto poder em mãos pequenas, escorre e encharca a outros.

Era pra ser mais uma aula qualquer, os antagonistas da historia estavam rindo, fazendo o que qualquer idiota de escola faz. A atenção voltada a eles fez o professor questionar os alunos, sobre coisas básicas, mas como alguém que estava tão desconcentrado iria lembrar-se do simples “básico”?! E assim eles não puderam responder corretamente. O desejo de pequeno Ego roçou no coração do garoto, ativando suas respostas rápidas, e soltando uma resposta exemplar, porem arrogante o suficiente para fazer nascer à ira dos baderneiros, o que era do garoto estava guardado. No fim da aula ele teria o que devia receber.

Não era primeira vez que ele fez isso, não só com os maus, mas com os bons também, o que criou uma ilha de distancia com todos os alunos. Para os professores um exemplo de cabeça, conhecimento, mas, um exemplo do que não ser socialmente. Era educado quando necessário, não chegava a ponto de ser um sociopata, mas ele poderia se tornar algum compulsivo em algum âmbito profissional, o tornando um infeliz socialmente. Mas, por incrível que pareça, não o afetou tanto.

Era comum vê-lo lendo livros, na biblioteca, conversando com gente que ele não conhecia só pra contar vantagem, algumas garotas gostavam de certas coisas dele, certas habilidades, mas ele era novo demais pra fazer o tipo de sucesso necessário anos depois, na sua futura adolescência.  Ver as garotinhas gostando de suas demonstrações de conhecimentos, numa faixa etária que ser idiota é mais lucrativo, lhe pareceu estar no paraíso, um dominador do mundo, e assim, crescia mais seu pequeno amigo cuspidor de fogo,  invisível.

Mas voltando ao final da aula, ele foi perseguido, e se não fosse esperto o suficiente, teria sido pego e apanhado de forma épica, mas não foi dessa vez. E assim, percebeu que precisaria ser melhor, mais ainda do que pensara ser, era ser melhor ou apanhar.
Ele achou graça depois desse fato, e dai surgiu sua ideia, se algo ruim como quase apanhar era ruim, e ao mesmo tempo engraçado, então a partir daquele instante, ele seria arrogante e "verdadeiro" o suficiente para ser engraçado, e assim, quiçá ganhar mais respeito - Ou começar a ter, no caso -.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cara, casa. Tudo sozinho. (Caio S.C.)

O cheiro do oceano tocou seu olfato, o sol, refletido no mar, mandava seus raios por entre a janela, grande e aberta e as cortinas flutuavam com a brisa. Entre essa cena, que um homem recém acordado estava a olhar, via o melhor de todo esse quadro, que era a bela mulher de cabelos longos e negros, o vento criava estreitos pontos de visão para seu corpo e suas curvas, ela era magra, seu quadril tinha dimensões julgáveis perfeitas, podia até não ter muito seios, mas tudo aquilo era uma linda equação criada pelo destino.
O homem se levanta, eles se olham, ela com o seu olhar entre o ombro e seus cabelos, um sorriso e olhar sem malicia. Era uma cena magnífica, ele não poderia querer mais nada da vida. Mas a bela mulher deu passos para fora do quarto, virando a esquerda, e quando o homem foi lá para vê-la e beijá-la, ela já não estava lá. Só lhe restava a vista a beira mar, o vento e um resto de perfume de mulher. Somente.
[...]
Agora ele estava em direção ao banheiro, e não tinha idéia de como tinha chegado ali, mas ele continuava a seguir o caminho, este no qual, se podia ouvir uma bela voz cantando, outrora desafinando, outrora cantarolando uma parte esquecida da melodia. Ele chegou ao banheiro, abriu a porta e viu uma bela mulher loira tomando banho, seus olhos claros e seu corpo bem formado em pequena escala, delicada, entre o véu plástico do Box, com seu cabelo dourado preso, ela segurando com as mãos rentes ao corpo a água fria que caia, e então ela pediu para que o homem pegasse uma toalha no guarda-roupa, ele deu uma ultima observada nela, ambos abriram um sorriso, ela disse “O que foi?! Vai logo – risos –“, e então foi, chegou ao guarda-roupa, pegou uma toalha verde, aproveitou para colocar uma bermuda, terminado, ele voltou ao banheiro. Mas ela também não estava lá. O chão do banheiro seco, sem nenhum fio de cabelo no ralo. O que seria estranho para a aparente casa cheia de mulheres.
O homem ficou pensativo, afinal, que diabos era isso?!
A fome veio como um soco no estômago, logo ele queria matar esse vazio.
Logo após descer a escada de vidro, passar pela grande sala de estar daquela mansão de praia, e seguiu seu caminho para a cozinha, se deparou agora com outra mulher, uma linda morena de olhos azuis, comendo cereal, ela pegou um morango, levou a boca, percebeu a presença do homem, sorriu e disse “Bom dia”. Perplexo pelas aparições, foi se aproximou da mulher, olhou em seus olhos, a luz os tornava ainda mais claros, de um azul digno de um céu limpo de primavera. Ele a tocou e a deu um beijo, e assim, mais uma desapareceu em sua frente.
Cada vez ele se sentia com um vazio, e cada vez mais só - do que se podia ser - com toda hora uma paixão, ou corpo uma vez desejado, desaparecendo. Ele precisava ficar calmo, aquilo não era normal, ele não estava normal.
Seguiu seu caminho automático para a varanda da cozinha, onde sempre fumava um cigarro na tentativa de retirar seu estresse em forma de fumaça. Olhou para o céu, e viu ao horizonte as nuvens cinza e pesadas se aproximando, ele não tinha mais muito tempo para aproveitar o belo dia que logo se esvaia. Acendeu o cigarro, tragou, e soltou sua fumaça, cabisbaixo pelas perdas que eram antes fáceis e superficiais, simplesmente pelo fato de ser ele quem desaparecia da vida da mulher, nunca o contrario. Ainda de cabeça baixa, fechou os olhos, quando os abriu pode ver uma serena mulher ruiva meditando, com sua calça de malhar e top, um corpo nada especial, porem simples e tão aparentemente acolhedor naquele momento.
O homem se sentou ao seu lado, pode ouvir a respiração da mulher, e até mesmo a sua ofegante, surpreso pela aparição e quase tossindo pelo cigarro. Ela percebeu sua presença, abriu um de seus olhos, verdes, em contraste com os belos cabelos vermelhos. “Então, qual é a sua?”, ele quase sem ação perguntou “Po-por que vocês estão fazendo isso?!”, ela rapidamente disse muito calmamente “É você quem esta fazendo consigo mesmo”. Ela levantou-se, ele ficou ali uns instantes sem postura, derrotado, ele tinha entendido a mensagem delas, de todas, tudo que ele nunca levou em consideração veio como um tiro em sua cabeça em sua alma. Foi uma epifania, e o vazio agora estava muito maior.
Sentou-se no sofá da sala, olhou para o lado, serviu-se de umas doses de Whisky, tomou um gole, olhou pro teto com a cabeça recostada. Agora só havia ele e sua casa grande, mais nada, sem fotos, sem momentos, sem pessoas, sem sentimentos. Pelo menos não sentimentos que devessem ser alimentados. Caiu no sono, na esperança de acordar com a possibilidade de ser um cara melhor. E claro, sonhou com mulheres novamente.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Flor (Caio S.C.)



Te encontrei,
por acaso
no caminho.
Tinha uma bela cor
porém, tinha espinhos.
Querer te ter foi fácil,
e mais fácil
não querer ser mais sozinho.
Subi o meu máximo,
e tentei te pegar.
Não te deixaria pro próximo,
contigo,
acelerei meu andar.
A mais bela flor,
que parecia impossível pegar.
Tinha o perfume,
chamado paraíso
e você me levava pra lá,
com olhares,
e carinhos,
um pouco de chantagem,
direcionada ao amor,
ou seria sacanagem?!
As duas não divergem tanto,
por que caminham juntos.
E se estão unidas,
faz até parar o mundo
no meio de uma tarde,
Torna corajoso um forte,
e afasta os covardes.
É lá onde quero te ter,
Cedo,
amanhã,
ao anoitecer.
A mais bela flor,
roubei,
e guardei pra você.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Correr pra viver, nada haver com fugir [+música] (Caio S.C.)


Indico que leia esse texto com a música "Prayeer Of the Refugee"- Rise Against. Deixe repetir se for o caso de uma leitura onde se presta mais atenção no escrito.
-Que belo dia, não?!
O céu estava lindo, e ele estava olhando pra cima, cheio de energias e esperanças, amarrou o tênis, e saiu correndo. Aquilo era amor, correr era paixão, não havia medo no que se fazer. Foi, sem medo, afinal, ele nasceu pra ser livre.
Tudo começou a passar muito rápido, as árvores, as pessoas, cada vez mais lentas, mais manchadas. Menos vivas do que aquele garoto, correr era o que ele amava, e ele não parava. As arvores, pessoas, tudo borrado, fechou uma curva, muito rápido, o vento lhe levava a outro lugar, como um piloto de formula 1 sem capacete, era inacreditável. 
Ele sentia a vida bater em seu rosto, a morte corria atrás dele, ou se preferir, uma multidão de zumbis. Era um cão faminto, faminto pela vida. Os velhos, pra ele estavam mortos, os jovens, estavam velhos, e as crianças se inspirariam nele, um jovem louco, que corria como o mesmo. 
"Parar de correr pra que mesmo?!"..."Ah, é mesmo, respirar." Mas correr pra ele era o mesmo que respirar, mas ele teve de parar. Ele foi muito longe. Mas não acaba aqui.
Ele parou pra respirar.
Inclinou-se, e levantou a cabeça de novo.
-Uff, uff- era ele ofegante. 
Olhou pro céu novamente e disse:
- Calma ai, eu já te alcanço!
E se colocou a correr novamente, dando um pulo, puxou ar como quem estivesse a horas de baixo d’água.
Mais vento, mais velocidade, isso era o que ele mais queria na vida, sentir tudo passar, sendo livre, arriscando tombar com qualquer um, só pra ver as obras do acaso.
Agora era tanta velocidade que não havia tempo pra vírgulas.
Era velhos caminhando crianças brincando com bola sem bola de skate de patins de bicicleta tinha muita criança mas isso não importa os velhos eram tão caquéticos que falta de respeito dele mas ele era um Deus agora dono da própria vida e do seu mundo e gritava:
-QUE SE DANE TUDO, EU QUERO CORREEEEEEEEEEEEEEEEEEERRR
Para quem ficou pra trás sua voz se esvaiu, e saiu do campo de visão, com 10000 graus de miopia ou não, ali, entre as arvores do parque.
Pra onde ele foi não se sabe. Talvez pra casa, mas isso seria muito fraco de se fazer.
Possivelmente continuou correndo.
Ele lhe agradeceria por lembrá-lo como um cara que corria, corria pra viver, por que correr era viver.

Faça como ele, faça de algo, algo que lhe mostre estar vivo.
Algo que te mostre como ele, que: É preciso correr pra viver!
Não estou falando de fugir, é correr pra viver, e viver pra correr.
Hasta la vista!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Choveu... (Caio S.C.)


"E o tempo sentiu minha tristeza,
e logo começou a chover,
pois ficou-se sabido
que eu iria morrer.


Minhas poesias aqui ficam,
inspiradas em você.
Quisera eu um dia,
voltar a te ter.


Não é fácil correr pra lá,
de onde nada vem.
Espero que um dia,
nos encontremos também.


Sei que soou meio mórbido,
mas você sabe que faz parte,
enquanto houver a morte,
a vida será uma arte.


Era pra se dizer sobre amor,
mas não sei se falhei.
Essas coisas são interligadas,
não importa os argumentos que se tem.


Isso não são minhas juras de amor eterno,
mas a certeza de que um dia,
me veras de terno.
=) "
Caio S.C.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pensamento 9#

"Saudade é um monstro, feio e horrível, mas quando se mata o mesmo, se pode ver sua beleza" (Caio S.C.)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Num fim de Tarde, um fim não tarde. (Caio S.C.)


Ele pegou  toda suas coisas, as que cabiam em sua mochila, tudo que era de maior importância, a  fechou, foi ao banheiro, pegou sua escova de dente, viu ali o lugar onde ela sempre deixava aquela escova azul, que agora, não estava mais lá. Ele pegou a rosa, que eles trocaram durante um sábado de manhã de compras, seguido por bagunça na arrumação dos itens do armário, e um pouco de romance no estilo dos filmes de comedia romântica. Ficava de tarde, os dois, um olhando ao outro, o sol crepuscular batia na sacada e nas janelas cobertas pela cortina bege, era tão alaranjado, fazia o rosto dela parecer uma imagem do paraíso, e seus, -Ah, ... *suspiro profundo*- era o que ele lembrava quando pensava nos olhos da mulher que ele tinha, teve, e talvez nunca mais tenha. Era arrasador ver um homem daquele jeito, não era arrasador, é arrasador. Somos conhecidos por sermos fortes, mas, de baixo desse diamante que carregamos na pele, existe a coisa mais sensível do universo, temos vida lá dentro. E as lagrimas que não saem, nunca querem sair. Ali acabava o devaneio da escova de dente.

Olhando o quarto novamente, viu a cama, e como fantasmas, via a imagem dos dois, ali, fazendo piadas, vendo filmes, comendo comidas diferentes em datas especiais, o dia que pegou fogo no colchão por causa de uma tentativa de noite romântica a luz de velas – risos meio abafados saíram dos lábios tristes daquele pobre homem – vendo que a felicidade lhe apareceu tão rápido após uma lembrança, toco seus próprios lábios, e a nostalgia do beijo dela era muito grande, e as lagrimas não saiam, elas nunca saem.

-Queria seu beijo agora - foi o que ele disse, em voz baixa e branda, com um pigarro leve, e o engolir de lagrimas. Você pode dizer que ele era um cara fraco, que estava ali quase chorando, talvez ele seja mesmo, afinal, ele tinha medo de chorar? Ou seria só mais uma tentativa de ser forte, parecer forte. Ouviu-se o virar da tranca da porta, ele pegou suas coisas, a chave do carro, era ela na porta, e eles estavam de encontro.


 Como dois estranhos, ele passou por ela, sem feição, ou no mínimo a que não se podia afirma com certeza o que era. Aquele momento for torturante, pareceu demorar horas, dias, milênios, um simples passar pela pessoa que tanto amou, a que lhe fez juras, a que lhe traiu. Não era fácil, não se pode dizer quem sofria mais nesse momento, o traído ou traidor. 

Corações estavam ali, quebrados - com certeza, pelo menos um - despedaçado como uma peça de vidro, quebrado pelo brincadeira de uma criança, que pensou – ou nem pensou – que aquilo era inquebrável, invulnerável, imutável, imortal. E aquele simples 3 segundos, passaram-se, e antes da porta, naquele carpete que combinava com a cortina, havia duas lágrimas, uma dele indubitavelmente, e a outra era dela, que com certeza, ninguém sabia o que lhe passava na cabeça.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pensamento #8

"Nesse jogo é assim, saber arriscar, tudo ou nada, se não pode ser isso?! Melhor você parar,  quem tem medo da vida nunca vai ganhar" (Caio S.C.)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Trabalho de Filosofia 09/011/2011 Profº Marcelo


Critica Filosofica (ou não) sobre o poema "Deus é Triste" do Drummond.
Deus TristeDeus é triste. 

Domingo descobri que Deus é triste 
pela semana afora e além do tempo. 

A solidão de Deus é incomparável. 
Deus não está diante de Deus. 
Está sempre em si mesmo e cobre tudo 
tristinfinitamente. 

A tristeza de Deus é como Deus: eterna. 

Deus criou triste. 
Outra fonte não tem a tristeza do homem. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'

















O ser divino, criador do tudo, aquele que veio do nada, ou de si mesmo. Este é Deus.
A filosofia, assim como todo ser pensante, que usa seu tempo de vida para tentar descobrir explicações para tudo, Deus, o começo de tudo, o meio e seu fim. Os religiosos vêem em Deus as respostas para tudo, pois ele é onipresente, onisciente e onipotente. Porem, o poema nos faz pensar sobre a outra faceta de um Deus, seus Sentimentos, no caso, a absoluta tristeza.
A tristeza de Deus justifica nossa criação, pois quando não se esta feliz se procura algo que o faça, algo que distraia, assim, o ato repetido –ou criado – por Deus, a distração na criação.
Porem, a idéia sobre Deus não remete somente ao mesmo, tirando “superficialidade profunda” da questão, se trata mesmo de algo humano, do sentimento, mas de um sentimento de um Deus. Assim, o autor pôs em ênfase a tristeza do ser humano, que não sabe de onde veio, porque veio, nem pra onde vai, vivendo um pouco da eternidade com uma ambigüidade sobre seu “futuro”, e Deus se torna o conforto para essa aniquilação da vida, da existência, de tudo.
                                                                                                                                             Caio S.C.

Deus não pode ser triste, ele devia estar extasiado com seus dias de criações, pois a tristeza é uma criação humana, é coisa de alma pequena, e Deus, é o senhor das Almas, mas, pessoas de alma pequena vão se matando  e matando o senhor das almas, pouco a pouco.
Como Deus estaria triste com criações belíssimas?  Com o universo, nosso planeta, grandes florestas, e vidas complexas. No máximo tristeza passageira, e essa tristeza é advinda de nós, os seres humanos, não por nossas falhas, mas sim por uma persistência no erro, pois Deus não compreende o erro, porque não é uma de suas criações, e nem a teimosia.
Se Deus ficar triste, ele irá se apegar a quem? Aos humanos, o símbolo da imperfeição, ou aos animais inocentes e não inteligentes?
A tristeza de Deus não é eterna como o próprio, pois Ele é felicidade e inspiração eterna, então, eu o chamaria de “Felicifinitamente” e “Eterna inspiração”.
                                                                                                                                      Rennan W.M.C.

Sem medo professor, comenta aqui, senta o sabugo. (Não literalmente ok)
huahauhauahauhauahuahauhau.

domingo, 6 de novembro de 2011

Pensamento #7

‎"Conheço o jogo, o prêmio e os jogadores. Eu sei ser feliz e lidar com as dores. Pode chamar de paixões ou amores. Mas a vida é chuva e flores" Caio S.C.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Paima e os analistas. #1 (Caio S.C.)


“Filho lembre-se que para tudo existe uma variante, às vezes as personalidades das pessoas são modificadas. É como o ferro, malhado quente ou frio, com força, se destorce.”
 Arfh- era o som da minha garganta, pigarreando – Glub – e agora minha garganta engolindo saliva. Estranho quando do nada você pensa que não engole sua saliva a décadas, depois de tanto tempo calado. Que horas? Vejamos – olho no relógio – 12h37min, hm, até lembrei que estou com fome. Ajeito meu bloquinho de notas por cima da mochila cheia de bugigangas, um monte de porcarias inúteis uteis, que nunca se sabe quando se ira precisar, tipo nunca.
Olho pra garota que se encontra a 11h, esse é o sistema de coordenada náutica, creio eu, ela esta na minha frente e a esquerda, pronto. Pelos seus olhos, ela é observadora, vou tomar cuidado pra que não perceba que a olhei – olho pra fora do ônibus, avisto uma igreja, umas senhoras passando, um boteco, outra igreja, umas casas, uns botecos, umas igrejas – esquece olhar pra fora, foco nela novamente – hm – vish, pensei meio alto, o senhor do lado deve ter ouvido, tanto faz, ele resmunga tanto quanto eu. O nariz, vejamos, é daqueles curvados pra dentro, ela segue seu instinto, boa intuição, será que ela sabe que pretendo falar com ela?! – Glub  ­– denovo?! Caramba, parece que não vejo água a dias, porem, inconscientemente isso é uma emoção que estou tentado não lembrar, nem lembra nem sentir, esqueça ela, “esqueça aquela vaca” é o que as Carol disse, não importa, “Me esqueça!” vou o que aquela ordinária falou. Vai ver é pra esquecê-la mesmo, melhor assim.
– Glub – Mas que diabos, pare já com isso! Volte para seu momento de analise!
A testa dela, é meio ampla sim, sim, exatamente, ela é inteligente, ótimo, não  gosto de garota burra, as burras sempre me trocam por... tipo aquela... vadia! Esquece, foi! Para ser superior, desejo o melhor de tudo pra ela... isso não foi sincero, com certeza. Vou só seguir meu caminho, meu, do ônibus, e de todas essas 30 pessoas no mesmo.
As orelhas dela têm um formato meio circular, não lembro direito, vejamos no bloco! – Viro as páginas até chegar na letra “O” – Olhos, Orelhas! Hm, ela gosta de boa música, ótimo, somos dois. Ei, essa garota ta pra mim! Se ela descer no meu ponto, sou obrigado a ir falar com ela. Mas antes, mais analise!
Lábios, que formato, quanta carne, perfeito. Tem aquele desenho no lábio superior, o que eu acho que é de gente que sabe falar... aquelas coisas... Oh, o sinal, ela vai descer, é só dois pontos antes do meu, Oh vizinha, chega mais! – Coloque o bloquinho na mochila – olhei pro senhor e disse: Ei senhor, ah... com licença. – Ele deu aquela viradinha tão sutil quanto o buraco da cabeça de um alfinete, e passei.
Ela desceu, uma senhorita desceu também, eu desci, sou um cavalheiro, elas sobem e descem primeiro. Segui, ela estava uns 7 ou 10 passos a frente, dei uma corridinha, e fui falar com ela, segui umas regras básicas passadas de pai pra filho, um código de conduta, honra, e o que chamamos de “poderes extra-naturais”.
O lance com ela foi bom, mas foi simplesmente pelo meu jeito da abordagem, por que não vi tanta sensibilidade onde via sensualidade. Ela falou demasiadamente sobre coisas matérias, poxa, esse ferro foi malhado a base de ouro!  E sim, eu não posso bancá-la, e nem gostaria, dinheiro não traz amor, mas com amor se faz dinheiro.  E naquela noite, relatei isso ao Pai, Mestre em Analise Antropológica, e um diabo a quatro sobre psicologia e o raio todo. Por isso o chamo de “Paima”, ou só mestre, de vez em quando.
–Filho, o cabelo dela, como era?
–Não reparei, acho que era meio longo.
–Não falo disso, digo se era fino ou grosso!
–Ah, acho poderia se encaixar em... fio grosso, indubitavelmente não era fino.
–Você leu o bloquinho inteiro?
–Não...
–Então, fios grossos podem significar apego material, mas lembre-se, algum dia você pode encontrar uma garota de cabelo parecido, mas, existem sempre variáveis. Cheque sempre duas vezes.
É, tenho muito a prender ainda. Mas não é por isso que vou parar de tentar. Porque sempre me lembro que se deve procurar sempre aprender, independente do que, pois nunca se sabe.



Paima e os analistas é uma serie de crônicas, com a possibilidade de não ter tanto sentido superficial. Mas o importante é pelo menos estar fazendo.
Obrigado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Arrogante! (Caio S.C.)


Imagine você, 
andando por ai, pensando em seus problemas, nas contas pra pagar, naquele amigo chato que nunca cala a boca quando você chega cansado do trabalho, no cachorro que nunca para de latir durante a madrugada – e que para logo que você acorda – no ônibus lotado que você ainda vai pegar amanhã, e talvez por mais 5 ou 20 anos. Indo e voltando, indo e voltando.
E nesse mesmo caminhar, vem de ao seu encontro, um cara, simplesmente, um cara, ele passa, sorrindo, e com um sorriso que não se sabe sua malicia, com um olhar de quem pensa em algo importante, em conjunção com sua sobrancelha arqueada – O que será que esse cretino está pensando?  - é isso que você pensa, e digo mais, você pensa, “Quem é esse cara?”

Como um cara, em pleno século XXI, com os problemas políticos que temos hoje em dia, deputados, senadores, bancos e o diabo a quatro nos roubando, com pessoas se preocupando com sua saúde – será que eu estou doente? É gripe? É virose? H1N1? Câncer? Sífilis? – pessoas com os velhos problemas com agiotas que lhe dão poucos dias para pagar aquele “crédito fácil”.E o cara continua sorrindo.
 Eu sei. Você ficou louco para gritar, “Ei seu filho da puta, presta atenção! O mundo ta girando, acorda pra vida, caralho!!!” e pensa, novamente, “Quem é esse cara?”.
    [Você é o cara com a proteção, e ainda esta preocupado, com medo. Mas você ainda está vivo!]                                           Imagem do Ah Negão

Mas, a arrogância dele, de sorrir, andar e sorrir, transmitindo uma energia de felicidade, mas que felicidade arrogante! Deixa-lhe enojado, agora você fica revoltado, e busca expressar sua raiva. Chega em casa, grita, fala mal nas redes sociais, manda mensagens, cria correntes contra a felicidade alheia baseada na suposição de que aquele cara não liga pra nada. E pensa novamente, e de novo, e mais uma vez,  “Quem é esse cara?”.

Quem é esse cara?! Simples.
Um cara que teve uma boa manhã, por mais que ido dormir machucado, não que ele liga pra dor, “A dor é minha amiga, mostra estou vivo e ainda tenho pelo o que lutar”, é a filosofia dele. Tenha talvez dormido uma 5 horas somente, por ter de acorda varias vezes durante a noite para ajudar alguém que ele ama muito, que nem sempre pode se virar sozinho – literalmente – mas ele acorda, volta a dormir, sonha o pouco que ainda pode – quando não sonha acordado nas horas erradas -. E sim, ele pensa saber de muita coisa, e que tem vários planos, sempre sendo construídos para salvar a Humanidade, não a Sociedade, a Humanidade, por mais que sua idéia se baseia em sofrer para evoluir, do modo que ele evoluiu, algum problema até aqui?!
 Ele ainda teve uma manhã divertida, riu de coisas engraçadas, lembrou das suas desgraças, e riu também. Outro cara com mais experiência na psicologia, ou psicofisiognomia, lhe disse, na frente de uma garota certa vez, que ele parece feliz, é bom com todos, de vez em quando fica nervoso com os erros tolos dos outros, e que no fundo, onde ninguém de visão e sensibilidade normal conseguiria ver que, ele na realidade, ele é triste.

“Com um sorriso no rosto, você ganha o mundo, guerras, e um amor”, essa é outra filosofia dele. E ele estava andando principalmente com essas duas, essas pilastras que constroem seu a mansão que seu Life Style.
Ele anda com um sorriso no rosto, muita energia, e milhões de pensamentos na cabeça.

Ah, é mesmo! Quem é ele, né? O arrogante?!
Então, sou eu.

Mas poderia ser qualquer um, você que leu esse texto,  seu irmão, sua prima, ou simplesmente um desconhecido andando por ai. Com vontades e mil idéias na cabeça. Ignorando de forma positiva as coisas ruins, obliterando a negatividade, só seguindo em frente, sorrindo...

Você seria capaz de fazer o mesmo? Ao mesmo tempo que se esta lutando, por você, por alguém, pelo mundo, e continuar sorrindo?! Mas sem medo, OK!?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pensamento #6

‎"Não se pode viver de uma vitória somente, é preciso continuar lutando, perdendo, vencendo"  Caio S.C.

domingo, 9 de outubro de 2011

Superação! É isso ou nada. (Caio S.C.)



Sim, sim, sou obrigado a falar pras pessoas o que é sofrer de verdade, fome, doença, guerra. Agora vai ficar morrendo pelo o que se diz "amor"?!
Sei pode ser dor da alma, mas uma arma na sua cabeça, o fio da morte numa bala menor do que seu olho, a ponto de não viver por simples acaso da vida, de estar na hora errada no lugar errado. Eu posso te ajudar, mas nunca terei dó. 
Serve pra todos.
Você pode pensar que estou falando hipocritamente, de que nunca vi uma arma sequer. Porém, como diria um velho deitado, deitado mesmo: "A vida é uma caixinha de surpresas meu amigo".
Era noite, por perto das 8h, somente eu em casa, por volta dos meus 6 ou 8 anos, a idade não me parece tão importante, mas tem sua importância. O meu pai não estava em casa, logo ali, uns dez metros de distancia da casa, mas desatento e no lugar errado, ou certo. Minha mãe estava chegando, na maior calmaria possível do Jardim Ângela em pleno 2001. Ela chega e entra, mas não vêm sozinha, dois homens estavam juntos, antes fossem amigos, eram o resultado, a criação do Sistema: Pessoas que querem demais, simplesmente, por ver a desigualdade a uma ponte de distancia. Eles não estavam certos de obter o que queria com o modo errado, mas Sistema é quem os criou, os programou logo após ter caído na armadilha da desgraça dos pobres e o luxo dos ricos. Não os culpo por serem fantoches dessa arma capitalista, mas você faz da sua vida o que, só que, você também faz aquilo que vê como única escolha. Então ali eles entraram, tempos depois, chega o patriarca da casa, não existe o que fazer senão colaborar. E "foram-se os anéis e ficaram os dedos" como diz o ditado, ninguém saiu ferido, porque não haverá de sair. E lá se foi o Nintendo 64, uma grande pena pra mim e meu irmão, que por sorte não estava lá, seria estranho aquela situação em todos na cama, juntos abraçados, e ele possivelmente em sua cadeira de rodas, sozinho no canto, mas se ele estive lá não deixaria essa cena acontecer. A grande questão não é de como nos perdemos tudo, vendemos o pouco que sobrou e fomos pra uma cidade mais decente, mas como naquele instante, onde todos estavam juntos, abraçados, e eu, uma criança, aos prantos tive que aprender com as bordoadas da vida.
Era eu, e aquele cara mascarado, duas insignificantes partículas num universo escuro e vazio, ele olhou pra mim, irritado com o calor do momento, e com o choro que um dia ele pode ter ouvido de si mesmo por ter sofrido antes também, e disse em tom rude olhando em meus olhos, direcionando a ordem à meus pais:
"Manda esse moleque calar a boca, senão..."

Ali, foi o primeiro grande jab que levei na minha vida. Não havia pelo o que chorar. Não que estivesse tudo certo, mas que aquilo era superação. O significado é muito inconsciente pra se poder explicar assim, mas creio que você pode imaginar uma arma bem perto da sua cara, a bala estava ali, a morte na pólvora, só era preciso uma minúscula faísca pra que ali acabasse a historia, mas não acabou. Ainda bem, segui a vida, e só segui porque parei de chorar, senão tivesse feito isso, talvez outro alguém haveria de escrever algo parecido, mas nunca igual a mim.

Se você esta vivo, é pra lutar por algo.
Não importa se é lutar para viver, ou viver para lutar, desde que seja pela vida, vale à pena.

Obrigado.
Mas essa foi a primeira grande pancada da vida, mas não a ultima.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Ao ataque do Amor!" (Caio S.C.)

"Se for pra atacar, ataque quem si ama, que seja com amor, distribuindo rajadas de flores, uma chuva de amor, e varias bombas de Paixão!" (Caio S.C.)



Imagem de dullhunk em Flickr Creative Commons - blog palavras de Osho. http://www.palavrasdeosho.com

sábado, 1 de outubro de 2011

Pensamento #5

"Se o amor é uma piscina, aceite, ninguém sabe nadar nela." (Caio S.C.)

Pensamento #4 "...crianças..." (Caio S.C.)


"Você é só uma criança querendo segurar um passarinho machucado chamado amor, e ele só vai morrer se quiser prende-lo." (Caio S.C.)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pensamento #3 "Nascido." (Caio S.C.)

"Eu nasci tecnicamente, filosoficamente e psicologicamente morto. Como você também." (Caio S.C.)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pensamento #2 "Palmas..." (Caio S.C.)

"Vocês nunca vão entender o que é rir na cara da Desgraça, com a Morte na plateia, e a Vida batendo palmas" (Caio S.C.)

sábado, 24 de setembro de 2011

Impossível? (Caio S.C.)

Agora,
Eu quero que você imagine a coisa que mais quer.
Imaginou? Imagine essa coisa que dizem que é impossível, que você não vai ter, que é impossível de ter.
Imaginou né?!
Então, você NÃO VAI CONSEGUIR.
E sabe por que?! Porque você imaginou que ela é impossível.
Escreva essa palavra no ar, apague-a com a mais forte força da alma, imagine em 3 dimensões essa palavra com a imagem de mais desejo, faça-as virar pó, e desaparecer.
Apartir de AGORA, o que você acha que é IMPOSSÍVEL, na realidade, NÃO EXISTE mais.
Vá a Luta.

domingo, 4 de setembro de 2011

Amor'eia (Caio S.C.)

Amor que ali reluz
disfarçado,
diamante,
não é mais que pura areia
branca, clara, cintilante.

No meio da multidão
parece até coisa boa,
Mas quanto tu tenta ter,
vira pomba, vai e voa.

Se tu vê a pomba branca
já pensa que é milagre,
mas a diferença do chuveiro e da chuva
é a força do deságüe.

Em pouca quantidade
parece que molha pouco,
Não importa quanto tente
para um louco é um tesouro.

Cheio de esmeraldas
e pedras preciosas,
dentro de uma arca
com a tampa explodindo de jóias.

Isso é coisa que excede,
sai rápido dos limites.
É tipo uma granada,
100 mil vezes dinamite.

Na mão da pessoa errada,
no coração errado.
Explode, espalha, bum
e tudo agora é quebrado.

Estilhaços, cacos de vidros,
o amor que vira areia.
Escorre pelos dedos,
sem vestígios de vida alheia.

Se é som, não é ouvido
acabou-se a música,
não a mais nada,
pois foi vivido.
Coisa boa, ou desgraça?

O que um dia foi amor,
hoje agora já jaz.
Espero que sejas feliz,
só lhe desejo paz.

sábado, 3 de setembro de 2011

Pensamento #1 (Caio S.C.)

"Pra se perder o que mais se quer, que lhe parece mais perfeito, é só tentar ter, sonhar em ter, pensar que pode ter"

terça-feira, 5 de julho de 2011

Amor é uma droga?! (Caio S.C.)

            Se pensarmos, que amor é uma droga, e levarmos ao pé da letra, estaremos certos.
Independente do que for, o que você consome, lhe faz bem, lhe da prazer ou é requisitado pelo corpo, é uma droga. São nossas dependências  químicas, como a água, como é dito no texto da excelente PdH.
A partir do momento em que você gosta de algo, seu corpo gosta, e fica necessitado daquilo, exemplo: um beijo, uma caricia de alguém querido.
Experimentou uma vez, saboreou a segunda, vicio-se na terceira. E como toda droga, tem seu efeito, temos também o efeito colateral.
Sendo o bem estar de amar, a felicidade vinda pela pessoa, o estar junto, o poder de tocar e ser tocado, isso é forte, a maior força do universo. Não é muito diferente de uma droga comum, mas pode causar os mesmo estragos, sendo que esses efeitos colaterais -que geram estragos- podem destruir vidas.
Digamos, Você, que esta lendo. Repentinamente, não mais que repentinamente se apaixona, cai de amores por alguém  e ai você não é correspondido, pra quem nunca sofreu o suficiente, se desespera, fica louco, se debulha em lagrimas, vive uma vida de sofrer e lamento. Pra quem já experimentou do veneno doce do amor, não é mais do que mais uma picada de mosquito na floresta. Sofrer virou banal, porque é banal.
Mas voltando as drogas. Essa droga chamada amor, é como um remédio, dizem que a diferença entre o veneno e o remédio é dose. Então, vá com calma na dose. Não se desespere, o que for pra acontecer irá acontecer, com sua interferência ou não, falo de um jeito positivo.

Mensagem positiva agora:
Torne todo o seu amor em remédio! De ele a quem merece, quem precisa, quem lhe dá do mesmo remédio. A reciprocidade é o ciclo do eterno.

                (Caio S.C.)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Enquanto o Amor não chega... Parte II (Caio S.C.)


Enquanto o Amor não chega ...
sai por ai com a Tristeza e a Solidão.

Paramos num lugar chamado “Seu Coração”. Lá não estava muito tranquilo, como era de se esperar. Tudo muito conturbado. Estava muito escuro, típico de casas noturnas. Pouquíssimas luzes piscavam engolidas pela escuridão. A Tristeza interrompeu meu raciocínio e me questionou:
- E ai cara, ta gostando?
-Oh, ficar com vocês é até legal sim, é melhor do ficar sozinho na espera.
-O Amor lhe retornou? - Perguntou a Solidão.
-Não, até agora não. Geralmente não há retorno do Amor.
-Por um acaso – Perguntou a Solidão – o sobrenome do Amor não é “Recíproco”?
-Não, seu sobrenome é “Indiferente”.
-Ah sim, agora faz mais sentido!
-O que?
Então me espantei com a conclusão. Já havia pensado a muito tempo atrás daquele jeito, mas não liguei. A Raiva, um colega meu, já havia me dito isso, mas não havia razão pra concordar, afinal, estávamos falando do Amor, ele sempre nos responde, não é verdade?
- Você nunca reparou que “esse” Amor nunca liga pra você? – disse a Solidão.
E a Tristeza prosseguiu com a sua lógica:
-No caminho pra cá você não nos disse que já fez mil e uma coisas para o Amor, e até hoje sem nenhum resultado? Que lhe deixou esperando até o dia em que chegamos? Se não fosse por nós vocês não perceberia sua situação... E que tola situação!
Naquele momento, a Solidão e a Tristeza me abriram os olhos, desviei minha visão e vi a Raiva entrando no recinto. Meus amigos disseram:
-Olha lá a Raiva entrando. - falei.
-Dizem que a Raiva – falava a Solidão - tem problema de personalidade. Uns falam que ela é falsa por que quando chega perto de nós, ela finge ser uma tal de Angústia. A Raiva não é muito confiável, não é igual a nós... não é amigo?
Parei um tempo antes de responder, ainda pensando em como o Amor não ligava pra mim. E de olhar vazio e cabeça baixa, respondi à Solidão:
-Sim. Vocês é que são amigos confiáveis.
E de repente, minha alergia começava a brotar na minha pele, é uma alergia comum, seu nome popular é Ódio. E com o Ódio crescendo em mim, somente em pensar no Amor, já me sentia mal, foi quando um velho amigo meu e da Tristeza apareceu, o DM como nós o chamávamos.

Então, já que o Amor não vinha, fiquei Eu, a Tristeza, a Solidão e o Desejo da Morte no “Seu Coração”, conversando e sendo refletidos naqueles espelhos.
-Como vai DM, tudo certo?
-Tudo rapaziada, e vocês?
DM, seu nome completo deve ser Desejo da Morte, Desejo de Matar, ou sei lá, nós nunca ficamos sabendo qual seu verdadeiro nome. Ele é um cara boa pinta, sempre em momentos difíceis ele me aparecia, como por telepatia, sempre perto nesses momentos.
-Poxa cara, você ta com Ódio de novo, você não vai se tratar?
-Poxa velho, me falaram que você tem sempre uma solução pra tudo, será que você não teria uma pra mim não?
-Cara, acho melhor você não me pedir isso, seria demais pra você se Libertar desse Ódio com a solução que poderia lhe dar, mas não darei, seria muita barra pra você enfrentar. No seu caso, o efeito colateral seria a Culpa, que poderia resultar em problemas internos também.
-Nossa... Vai dar essa mancada? Pensei que éramos amigos...
-É por isso mesmo, mesmo que eu tenha a cura para todas as doenças e males, comigo você não ganha nada, se é que você me entende?!
-Tudo bem. Fazer o que...
Em um dos espelhos à nossa frente vi refletido um velho amigo. No “Seu Coração” se encontra cada surpresa! Virei-me e chamei aquele que chegava:
- Ei pessoal, chega ai!
DM foi embora, se despediu, tinha mais pessoas pra ver, afinal, seu trabalho gera muita clientela.
-E ai cara, tudo certo? – E olhou para meus amigos, Solidão e a Tristeza com um olhar meio esquisito de repulsa.
- E ai rapaz, tudo certo e você? Quem são seus amigos? – perguntei a ele sobre seus companheiros.
-Ah sim, que indelicadeza a minha, - disse ele - esses são Felicidade e Alegria.

Então, revi meu amigo que estava sempre bem, sempre na companhia da Felicidade e da Alegria.

Continua...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Comumente (Caio S.C.)

Onde uma vez houve amor,
Se pôs o ódio.
Agora só resta um vazio,
uma dor,
sozinho,
e o mais obvio.
...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mais um dia no teatro

Uma arte que realmente merece ser chamada de Arte. Fazia alguns meses ou anos que não ia a um teatro, ou cinema também. Mas a emoção que me foi passada pelo texto, pela interpretação, pelas feições, pela PAIXÃO do teatro.
As idéias colocas na peça "A sombra da Terra" - que é uma peça forte, com muitas verdades e criticas ácidas postas na mesma- são de uma força, que todos que tem idéias inflexíveis, tomaria como uma Marretada, é um estilo "Nietzschelista" de te fazer pensar. Essa peça me mostrou coisas das quais eu não tinha um conhecimento, como uma cartilha sobre sexo, possivelmente da Igreja Universal, que, pra quem acha que fazer "aquilo" sob essas regras é algo bom, aceitável, por mim tudo bem, mas eu não sou um extremista como eles.
A dramatização foi algo que podemos dizer que foi tensa e intensa. Bem, não vou fazer Spoiler da peça, senão, perderia toda a graça e surpresa, que no teatro é um dos toques mágicos.
Mas é claro que em alguma hora , ou, no nosso caso, minutos, iríamos ter alguém atrapalhando, no caso, muita gente de outra escola. Mas se o barulho fosse o grande problema seria de menos, o grande problema, que nessa peça, após seu termino, haveria um Debate, para troca idéias, seus conceitos e etc. Porém, graças a esse pessoal que ficou bagunçando e usando piadinhas de programas dominicais de humor, as vezes, apelativos, acabou destruindo a oportunidade do esperado bate-papo com o publico.
Mas, "Quem espera sempre alcança", como já dizia alguém que criou a frase. Muitas pessoas foram embora do teatro, e por melhor ainda, o pessoal que ficou fazendo bagunça. Dai, poucos alunos e poucos professores da minha escola ficaram, minha professora de português foi para os camarins, e outros alunos a seguiram, e eu também. Foi demais, um papo cheio de descontração com alguns atores, parabenizamos quem deu para parabenizar, por que foi um ótimo trabalho aquele.
Espero ter mais chances de voltar ao teatro. Faz muito bem.
Quem sabe a próxima excursão seja no "Museu da Língua Portuguesa". Espero que haja essa oportunidade.
Parabéns aos nossos amigos de arte, o Teatro.






"A Sombra da Terra" está em cartaz no Teatro Municipal de Sorocaba, quem for da região, de um pulo, coloco mais informações de horário e datas quando eu consegui-las.
Até a próxima.

domingo, 17 de abril de 2011

Desafio Leitura Nacional

Minha Prima/Minha editora/Escritora/e centenas de coisas mais, do http://framboesasnojardim.blogspot.com me passou esse desafio, vindo do site/blog www.fernandameireles.com/  que é cheio de resenhas e promoções, um daqueles endereços na internet que você precisa passar sempre. E esse desafio são as seguintes perguntas "Oeeeee":
1 - Quantos livros nacionais há na sua estante?
De 18 livros, 8 são nacionais, que são:
"Na Margem do rio Piedra sentei e chorei" e  "O Alquimista"(Paulo Coelho)
"Laços de Familia" e "o Primeiro beijo" (Clarice Lispector)
"Dom Casmurro" (Machado de Assis)
"A noite dos favelados" (Oliver Marti)
"80 anos de poesia Mario Quintana"
E um outro não literário.
2 - Quando e qual foi o último livro nacional que você comprou?
Nunca comprei eu mesmo livros, geralmente ganho ele x]. Mas o ultimo nacional que eu li deve ter sido "O primeiro beijo" da Clarice.
3 - O que achou dele?
Muito bom, elas soube passar sentimentos nessas parte propriamente ditas, e tipo uma habilidade que ela tinha.
4 - Entre os nacionais que já leu, de qual menos gostou e qual mais te surpreendeu?
"O Alquimista" na época não prendeu minha atenção, larguei dele, quem sabe um dia volto a ler.
5 - O que acha que falta aos autores nacionais para que a barreira do preconceito dos leitores seja vencida?
Temas mais desafiadores, tipo "A batalha do Apocalipse",do Eduardo Spohr, é um tema que gerou boa repercussão, no lado nerd da força x].
6 - Cite 3 (ou mais) livros nacionais que espera ler em breve.
Só "A batalha do Apocalipse" Eduardo Spohr
Mas alguns título chamaram a atenção, como:
A Pílula do Amor - Drica Pinotti
Amores Incertos - Roberta Polito
Ela Disse, Ele Disse - Thalita Rebouças 
O Vale dos Anjos - Leandro Schulai
Filhos de Galagah - Leandro Reis
Diário de um Anjo - Mandy Porto 

7 - Indique 5 blogs para este desafio.
Por enquanto só conheço o da Carol, quando eu me aprofundar nesse mundo, e ainda tiver esse desafio, eu passo pra frente, desculpe. x] 

terça-feira, 12 de abril de 2011

O que faço com as flores... (Caio S.C.)

O que faço com as flores que nunca lhe dei?!
Todas elas morreram porque nunca cuidei.
E aqueles chocolate que deixei na geladeira?!
Esperando para serem entregues exatamente naquela segunda-feira.

Porém, as vezes o tempo passa,
e não mais lhe vejo ao meu lado
você está longe, 
e eu finjo estar sossegado.

Porém, não te ter que me corroe.
Não que eu seja um sentimental exagerado,
é que quando estou amando,
Quero minha amada ao meu lado.

Mas, e agora...?
E se o tempo passar,
as flores morrerem,
o chocolate secar,
e seus amores cederem?!

Voltarei a ser só,
e viver te olhando,
e como sempre, me perguntando:
"Afinal, por que estou te amando?"

Será culpa do seu sorriso,
do seu olhar,
ou do seu perfume?!
Seria você um amor normal,
ou uma paixão fora do costume?!

Queria eu ter as resposta,
e não ter tantas perguntas.
Mas quando se trata de você,
Nada de discordante lhe muda.

Coisa de ser Humano. (Caio S.C.)

Sempre amando o impossível,
Pois existe gosto melhor no difícil.
Sempre se tenta dizer o indizível,
Sempre se tenta ver o invisível.

Até no amor parece ter melhor recompensa,
Ao invés de seguir doces palavras
Preferem-se as ofensas.

Seguimos caminhos tortuosos
Cheios de solidão no ar,
Tristeza ao chão,
Ao caminhar.
E a angustia nos nossos estômagos.

Poderíamos facilmente seguir o caminho que nos aceita,
Mas qual seria a graça de ser amando facilmente?
Parece, que para o amor,
Não existe receita.

E se houvesse uma poção?
Em que sua amada viesse lhe amar,
Você não usaria sua melhor opção:
Conquistar!

Se o que é fácil não agrada,
O “mais fácil ainda” não desperta nada.
E ali você pode ficar,
Sem ter o que fazer, sem ter que pensar.

Adeus sabor da conquista,
Adeus chegar ao impossível.
Adeus verdadeiro amor,
Adeus Amor indescritível.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Enquanto o Amor não chega... Parte I (Caio S.C.)

"Enquanto o amor não chega...
eu fiquei conversando com a Solidão”

-Olá, como vai? – ela iniciava a conversa.
-Ah, bem, ... Mais ou menos...
-Por quê?
-É que eu estou esperando alguém
-Quem? – a solidão perguntou
-O Amor.
-Ah, sério?!
-Sim, o Amor falou que viria, mas acho que ele se atrasou, já era pra ter chegado e isso faz tempo, será que nosso encontro vai ficar pra mais tarde...?
-Ei, não se chateie, o Amor vai vir – a solidão se achegava mais, e dizia isso de forma encorajadora. Dando-me Esperança.
-Bem, eu até que queria não me chatear, sabe?
-Sei.
-Então, mas não é a primeira vez. Certa vez, o Amor não pode vir, e me mandou a tristeza avisar... - A solidão me interrompe.
- A Tristeza! Conheço, amigo meu.
- Poxa, que legal isso...
-Acho que ela vai chegar aqui daqui a pouco.
- Sei... Vocês vão sair?
- Na verdade não, vamos entrar.
-Aonde ?- perguntei
-No “Seu Coração”, conhece?
-Acho que sim, já ouvi falar, dizem que é sempre um lugar conturbado. Verdade?
-Mais ou menos, não é sempre, às vezes é bem pacífico.
-É... interessante...

E visto que o Amor não chegou, eu continuei a conversar com a Solidão que me envolvia: 

-Quando você marcou com o Amor?
-Já faz alguns anos, às vezes pego alguns caminhos por onde o Amor devia passar, mas nunca o encontro.
-Isso é triste!
-É, mas obrigado por dar aquela Esperança.
-Não é isso... Olhe, a Tristeza chegou!
-Olá – disse a Tristeza com um sorriso maroto na face, como se ela fosse uma boa coisa, assim como a Solidão me pareceu no início.
- Oi – disse eu com um vazio no peito por tanto esperar, e meio incomodo pela presença da Tristeza.
-E ai cara - perguntou a Tristeza, com certo afoitamento para saber minhas intenções de porque estar ali parado – o que você está fazendo? O que você vai fazer?
- Bem, eu estou esperando o Amor, e enquanto o ele não chega, fico com vocês. – E meio tímido lhes perguntei - Pode ser?
A Tristeza respondeu:
-Poxa cara, não vai dar, eu e a Solidão vamos praquele lugar, você sabe né?
-Sei... mas fica aqui. Será que vocês podem me fazer companhia enquanto o Amor não chega?
-Poxa, tem certeza?
-Tenho, não gosto de ficar sozinho.

O amor então não aparecia, e continuei, agora, na companhia da Tristeza e da Solidão:

-Que tal você vir conosco? Marque com o Amor pra se encontrarem no “Seu Coração”, quem sabe vocês não se divertem lá?
- Isso, pode ser!
Peguei o celular... liguei para o Amor mas deu caixa postal, como sempre. Nunca consegui falar direito com o Amor, logo sempre deixava recados, e então deixei um novo:
-“Oi Amor, será que nós podíamos marcar em outro lugar? É perto de onde marquei com você. É um lugar vermelho, com luzes azuis e brilhos avermelhados, tem formato de coração, que é o nome do lugar. Qualquer coisa me liga! Certo? Até mais.”

E então saímos: Eu, a Tristeza e a Solidão. Fomos para o “Seu Coração”.
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