domingo, 4 de setembro de 2011

Amor'eia (Caio S.C.)

Amor que ali reluz
disfarçado,
diamante,
não é mais que pura areia
branca, clara, cintilante.

No meio da multidão
parece até coisa boa,
Mas quanto tu tenta ter,
vira pomba, vai e voa.

Se tu vê a pomba branca
já pensa que é milagre,
mas a diferença do chuveiro e da chuva
é a força do deságüe.

Em pouca quantidade
parece que molha pouco,
Não importa quanto tente
para um louco é um tesouro.

Cheio de esmeraldas
e pedras preciosas,
dentro de uma arca
com a tampa explodindo de jóias.

Isso é coisa que excede,
sai rápido dos limites.
É tipo uma granada,
100 mil vezes dinamite.

Na mão da pessoa errada,
no coração errado.
Explode, espalha, bum
e tudo agora é quebrado.

Estilhaços, cacos de vidros,
o amor que vira areia.
Escorre pelos dedos,
sem vestígios de vida alheia.

Se é som, não é ouvido
acabou-se a música,
não a mais nada,
pois foi vivido.
Coisa boa, ou desgraça?

O que um dia foi amor,
hoje agora já jaz.
Espero que sejas feliz,
só lhe desejo paz.

Um comentário:

  1. Gosto das frases curtas e dessa estrutura.
    Esta leve. Mas com sentimento.
    Boa poesia.

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