segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Correr pra viver, nada haver com fugir [+música] (Caio S.C.)


Indico que leia esse texto com a música "Prayeer Of the Refugee"- Rise Against. Deixe repetir se for o caso de uma leitura onde se presta mais atenção no escrito.
-Que belo dia, não?!
O céu estava lindo, e ele estava olhando pra cima, cheio de energias e esperanças, amarrou o tênis, e saiu correndo. Aquilo era amor, correr era paixão, não havia medo no que se fazer. Foi, sem medo, afinal, ele nasceu pra ser livre.
Tudo começou a passar muito rápido, as árvores, as pessoas, cada vez mais lentas, mais manchadas. Menos vivas do que aquele garoto, correr era o que ele amava, e ele não parava. As arvores, pessoas, tudo borrado, fechou uma curva, muito rápido, o vento lhe levava a outro lugar, como um piloto de formula 1 sem capacete, era inacreditável. 
Ele sentia a vida bater em seu rosto, a morte corria atrás dele, ou se preferir, uma multidão de zumbis. Era um cão faminto, faminto pela vida. Os velhos, pra ele estavam mortos, os jovens, estavam velhos, e as crianças se inspirariam nele, um jovem louco, que corria como o mesmo. 
"Parar de correr pra que mesmo?!"..."Ah, é mesmo, respirar." Mas correr pra ele era o mesmo que respirar, mas ele teve de parar. Ele foi muito longe. Mas não acaba aqui.
Ele parou pra respirar.
Inclinou-se, e levantou a cabeça de novo.
-Uff, uff- era ele ofegante. 
Olhou pro céu novamente e disse:
- Calma ai, eu já te alcanço!
E se colocou a correr novamente, dando um pulo, puxou ar como quem estivesse a horas de baixo d’água.
Mais vento, mais velocidade, isso era o que ele mais queria na vida, sentir tudo passar, sendo livre, arriscando tombar com qualquer um, só pra ver as obras do acaso.
Agora era tanta velocidade que não havia tempo pra vírgulas.
Era velhos caminhando crianças brincando com bola sem bola de skate de patins de bicicleta tinha muita criança mas isso não importa os velhos eram tão caquéticos que falta de respeito dele mas ele era um Deus agora dono da própria vida e do seu mundo e gritava:
-QUE SE DANE TUDO, EU QUERO CORREEEEEEEEEEEEEEEEEEERRR
Para quem ficou pra trás sua voz se esvaiu, e saiu do campo de visão, com 10000 graus de miopia ou não, ali, entre as arvores do parque.
Pra onde ele foi não se sabe. Talvez pra casa, mas isso seria muito fraco de se fazer.
Possivelmente continuou correndo.
Ele lhe agradeceria por lembrá-lo como um cara que corria, corria pra viver, por que correr era viver.

Faça como ele, faça de algo, algo que lhe mostre estar vivo.
Algo que te mostre como ele, que: É preciso correr pra viver!
Não estou falando de fugir, é correr pra viver, e viver pra correr.
Hasta la vista!

Um comentário:

  1. Correr, gritar, cantar, amar, sonhar, desenhar, escrever, agir, criar.
    Sempre não é?
    Bem legal.

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