sexta-feira, 6 de abril de 2012

Na tarde, você em poucas frases. (Caio S.C.)


"Toda flor que encontro no caminho,
quero levar a você.
É minha tentativa de demonstrar
o que em ti consigo ver.

Em meio ao cinza da cidade,
olho aquela coisa colorida,
que me traz felicidade
e torna belo o dia.

Esqueço da dor,
da partida.
Do adeus que nem foi despedida,
e penso como quero você,
como mulher,
como bandida,
que rouba meu coração,
sem sentido e sem receio.
Você não é mulher de aposta,
mas sua felicidade é meu prêmio."




(Caio S.C.)

domingo, 1 de abril de 2012

A curta gigante distância (Caio S.C.)

"Esta ali,
Mas você acha que não pode tocar.
Que não deve querer,
que não deve amar.

Sabe que esta "perto",
que preferiu adiar.
Ou vê isso como fuga,
fuga do medo de amar.

Ninguém precisa ser expert
para tentar fazer.
O amor é folhas solta,
mal da pra ver,
flui e voa com o ar.

É longe,
mas nem tanto.
O que doí aqui dentro
é mistura de sofrimento e encanto.
Vira pranto,
e todos caem.
Não se vê mais felicidade
muito menos paz.

Vão pra longe,
tentam de novo fugir.
Não existe colina,
nem mar aonde ir.

Não existe Guardião,
Nem anjo alado,
quando um dos dois não querem
não ficam lado a lado.

Mas sempre haverá
alguém que insista.
Mesmo sem fé,
esperança
na conquista,
vai, falha,
e fica quieto.
Preferia não ter tentado outro amor incerto.

Mas ele segue,
e menti a si mesmo.
Sabe que aquele amor curto,
agradece,
daquele jeito,
na mão um terço,
"Obrigado"
de coração.

Volta a cabeça no travesseiro,
sonhando com a volta,
daquilo que não terminou,
que não gerou revolta.

Mas verdadeiro que isso,
ele não conhece,
mas sabe que a distancia
nunca permanece."
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