segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Fogo (Caio S. C.)



Algumas vezes
sinto um frio invernal em meus ossos
estremece nervos
e a carne endurece.

Algumas vezes
esse frio invernal
me faz ansiar pelo fogo de uma lareira,
uma fogueira leal
um fogo real

O corpo pede
para sentir o contraste de temperatura
o mesclar de sensações.
O corpo quer o frio vento livre de ser só
e o calor de uma paixão.

A pele esgana e clama
pelo rubor do fogo e brasa
pela chama incandescente
como o arder de lenha e palha.

Nossas mãos flutuam perto da dança laranja
preenchendo os dedos de calor e amor
como corpo de amante.

A silhueta se move,
o calor aquece.
Mas o amor é fogo
que esfria, se apaga
se esquece.

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